Ocorre no reino do cerrado , um linda peleja, a das duas damas e um disputado cavaleiro, dono de um reino recente. Quando uma aparece numa cavalgada, a outra faz caminho em outro evento.
De dia, com uma ele desfila, inaugura e elogia a mais puras das damas. Mulher de um só partido, de um só marido, com tradição de ser fiel, ela é o sonho de consumo do cavaleiro.
No entanto, mal sabe o moço, que famosa nesse reino é a outra, poderosa e endinheirada, ela é cheia de arrodeio. Ameaça e faz mistério, sempre guarda uma carta por debaixo do seu manto.
Amiga de importantes ministros e de gente da “poliça”, em importantes jornais e revistas, ela tem os seus arregos. Mais temida que odiada, dela ninguém se desfaz, sem pagar um alto preço, basta que se olhe para trás.
Já a outra, pobrezinha, no seu sonho de Alice, não entendeu que está na estória errada. Cinderela da educação, primeiro amor dos aluninhos, segue Alice professorinha, mas sem vara de condão.
Para quem aprendeu o jogo das pesquisas e dos órgãos na sua mão, a malvada quase rainha, não tem dó e nem perdão. No palanque xinga como cabra macho, mas no trato quer ser lisonjeada e traga e tratada, como se fina donzela, ela fosse.
Montado em seu poderoso alazão, voa o nosso ingênuo cavaleiro, sem ver a faca na mão, da impiedosa dama, que agora é coração.
Ele sonha com a professorinha e até pediu a mão, segundo rumores, foi no presidente do partido e fez a solicitação, foi até bem recebido, mas não levou a bela mão, da donzela inocente, que sonha sem noção.
Nesse conto de estória triste, sofre o pobre cidadão. E se alguém acha que é só isso, se engana de montão .
Ainda espera o filho da poderosa dama, por uma grande revolução , que seja ele o 1º filho, no final a solução.

Comentários: