Após a ministra Rosa Weber, decidir que os governadores não podem serem obrigados a comparecerem a CPI por supostos desvios de verbas destinadas ao combate à pandemia de covid-19. Faz-se necessário que a Assembleia Legislativa do Tocantins apurem e investiguem os indícios de corrupção do Governo do Estado na compra superfaturadas de luvas.
O Governador Mauro Carlesse chegou a ser convocado para comparecer a CPI e explicar sobre a suspeita de superfaturamento na compra de máscaras no início da pandemia. Na época, o Tocantins chegou a pagar R$ 35 por cada unidade, mas recorreu ao STF e foi beneficiado por decisão da Ministra Rosa Weber.
Independente da CPI do Covid é dever dos deputados estaduais tocantinenses apurar e investigar o Governador, mas o que parece é que os parlamentares do Tocantins não tem interesse em se indispor com o Governo do Estado, o desinteresse na apuração dos fatos e das suspeitas causa estranhamento.
É obrigação da AL apurar os fatos investigados durante as duas fases da operação Personale, realizadas em junho e dezembro do ano passado. Na época a Polícia Federal apurou suspeitas de superfaturamento em contratos para compra de máscaras N95 que seriam usadas pelos profissionais da saúde durante o enfrentamento à pandemia.
Na primeira fase, a PF investigou a compra de 12 mil máscaras de duas empresas. O custo somado chegou R$ 420 mil, sendo que o governo chegou a pagar R$ 35 por unidade, mesmo tendo processo de licitação para comprar itens idênticos por valores entre R$ 1,93 e R$ 3,64.
Já na segunda fase da investigação, em dezembro do ano passado, foi investigado um terceiro contrato para a compra e 88 mil máscaras do mesmo modelo. Neste caso, o valor unitário foi de R$ 29,35, totalizando R$ 2.582.800,00.
O silêncio e a falta de inciativa dos parlamentares em abir um Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o rombo nos cofres públicos com desvio de dinheiro que deveriam serem aplicados para no combate a pandemia, é atestado de omissão, se não de cumplicidade. É importante também que a população tocantinense esteja atenta em relação a atuação e omissão dos deputados estaduais, para que a resposta possa ser dada nas urnas em 2022.

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