Os escândalos de corrupção e acusações de inúmeros crimes envolvendo o ex-governador Mauro Carlesse pode respingar na imagem e na tentativa reeleição dos deputados estaduais. Isso porque não é segredo pra ninguém que a maioria esmagadora dos parlamentares eram aliados do ex-governador.
Se recentemente, testemunhamos os deputados estaduais fritando Carlesse e dispostos a cassar o mandato do ex-governador através de um processo de impeachment, em período recentemente os mesmos parlamentares mais pareciam apóstolos do ex-governador.
Vale ressaltar que uma das acusações contra Carlesse é o de interferir na polícia civil para proteger determinados deputados de investigações de servidores fantasmas. Mas não apenas isso, logo após o afastamento de Carlesse do cargo de Governador pela Justiça, aliados do ex-governador começaram a atacar os parlamentares, chegando afirmar que caso Carlesse quisesse poderia entregar vários deputados e ainda fizeram chegar até os tocantinenses os rumores que os parlamentares recebiam uma mesada do ex-chefe do executivo estadual.
Também é fato público que a aproximação e vínculos de uma deputada com uma das investigadas e acusadas de parte da organização criminosa, chegou a ser citada pela Polícia Federal. Fotos retiradas das redes sociais da parlamentar na companhia da investigada chegou a ser anexada no processo.
O fato é que todo esses rumores e o vinculo dos parlamentares estaduais com o hoje ex-governador acusado de chefiar um esquema criminoso dentro do Governo respingou naqueles que tinham o dever de fiscalizar e hoje juram de pé juntos que não tinham conhecimento de nada, a grande maioria dos tocantinenses não acreditam.
A grande dúvida é se estes parlamentares serão capaz de reverter o desgaste e garantirem a reeleição, assegurando mais um mandato ou se esse desgaste na imagem será refletida nas urnas e teremos uma grande renovação na Assembleia Legislativa.
É visível que os parlamentares escolheram o silêncio como a melhor estratégia de defesa e evitam citar Carlesse e o vinculo de amizade que mantiveram por um longo período. Insistem em não esclarecer aos tocantinenses se foram omissos ou cúmplices.
Mas do que isso tem parlamentar recorrendo a justiça para censurar e silenciar profissionais do jornalismo de citarem que a mesma foi citada pela PF, como se fosse crime reportar fatos e citações que se encontram no processo e são afirmações da própria Polícia. Mas claro que as tentativas de censura, até o momento acatadas pela Justiça, é o desespero e medo de enfrentar o julgamento dos eleitores.
Certamente, o eleitor tocantinense fará essa reflexão e na hora em que tiverem frente a frente com a urna poderão responder se acreditam ou não na inocência daqueles que tinham o papel de fiscalizar e foram omissos enquanto uma Organização criminosa, de acordo com a Polícia Federal, saqueavam os cofres públicos.

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