Utilizando recursos públicos da verba indenizatória, deputados gastaram R$ 362,8 milhões para o custeio de seus mandatos desde fevereiro de 2019 até janeiro deste ano. Desse valor, R$ 27 milhões foram destinados ao abastecimento de veículos.
Com base na rígida legislação tributária dos estados e nas regras claras da Câmara dos Deputados que norteiam o uso dessa verba, o Instituto OPS auditou 1.863 notas fiscais de abastecimento de veículos de deputados e assessores, entre os anos de 2019 e 2020, tendo encontrado abastecimentos incomuns.
Centenas de abastecimentos em um só dia, enorme quantidade de litros de combustíveis em uma só “mangueirada”, abastecimento em favor de empresas e de pessoas estranhas aos gabinetes e até abastecimentos “sob medida” para cravar o limite mensal da cota.
Essas são algumas situações incomuns encontradas por cidadãos auditores que arregaçaram as mangas e realizaram o mais completo e profundo trabalho já organizado pela OPS desde a sua criação, em 2012.
Os casos foram encaminhados ao Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e à Câmara dos Deputados para que as medidas necessárias sejam tomadas.
As auditorias apontam supostas irregularidades na prestação de contas com abastecimento de veículos de 104 parlamentares da Câmara dos Deputados. Os eleitos por Santa Catarina não puderam ter suas contas auditadas devido ao antigo sistema de emissão de notas fiscais ainda operante no estado, o que impossibilita a leitura de dados.

De acordo com um gráfico publicado pelo OPS dois parlamentares do Tocantins estão entre os nomes de suspeitos de gastos irregularidades. O nome dos parlamentares ainda não foi publicado pelo Observatório, o na íntegra entrou em contato e solicitou o nome dos deputados e assim que receber os dados o nome dos parlamentares serão divulgados.

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