Para obter êxito a frente de um disputa ao Governo do Estado, mais do que bom nome faz-se necessário um grupo político que der musculatura e sustentação ao aspirante ao Palácio Araguaia, e isso não é a "descoberta da roda" é um fato que todos com o mínimo de conhecimento político tem noção.
Conhecimento este, ou bom senso que falta a meia dúzias de aliados, mais apaixonados por Dimas. O ex-chefe do executivo de Araguaína, tem enfrentado enormes dificuldades para formar um grupo forte em torno de seu nome, possíveis aliados Dimas ou se declaram pré-candidatos ou já estão em conversas adiantas com o grupo do Governador Wanderlei Barbosa. Outro fato que não é surpresa pra ninguém.
O atual grupo do ex-prefeito se resume a alguns vereadores e a políticos sem mandato e de pouca relevância política, nos dias atuais, como é o caso do ex-vereador Xeroso e o ex-deputado Raimundo Palito, ambos com histórico de ilegitimidade por determinação da Justiça Eleitoral.
Rancores e intrigas
Outra problema do grupo de Ronaldo Dimas é a desunião do pífio grupo de aliados, o clima é de rancores, incertezas e intrigas. As intrigas se iniciaram ainda na eleição municipal passada, na época Raimundo Palito e Marcus Marcelo protagonizaram uma vexatória lavação de roupas sujas em público, com ofensas pessoas e declarações fortes.
Raimundo Palito chegou a afirmar que Marcus Marcelo naquela ocasião não seria candidato a nada. Mesmo contra vontade, Palito teve que engolir não só a candidatura como a vitória de Marcus como vice na chapa de Wagner Rodrigues.

Outra situação insustentável é a do prefeito Wagner Rodrigues e do aliado de primeira hora de Dimas, o ex-vereador Xeroso. Nos últimos dias, segundo uma fonte de total confiabilidade do O na íntegra, Wagner chegou a comentar que está "de saco cheio de Xeroso" e ainda acrescentou que caso o ex-vereador saia candidato a vereador em 2024, não colocara "uma pá de terra" na candidatura de Xeroso.
Verdade seja dita, Xeroso é um dos mais empolgados e incentivador de uma possível candidatura de Dimas ao Governo. Xeroso tem seu valor graças a sua fidelidade e espírito aguerrido.
Mas as intrigas não param por aí, e por incrível que pareça, Marcus Marcelo sempre está inserido nelas. Outra treta que parece longe de ser resolvida é as intrigas entre o grupo político do Delegado Rérisson Macedo e o grupo do atual vice-prefeito, é muito disse me disse e tentativa de descredibilizar uns aos outros.
A debandada
É esperado para os próximos dias o início da debandada político de alguns atuais aliados, lideranças políticas e pré-candidatos. A situação ficou insustentável após rumores de que Dimas pretende lançar a atual esposa como candidata a deputada estadual, a informação desagradou boa parte dos pré-candidatos a deputado estadual.

Em conversas com um vereador, ainda dá base aliada, o parlamentar foi firme e direto.
"Faço política de grupo, não faço política em prol de um projeto individual ou ambição política de uma única família. Nessas condições tô fora", afirmou o vereador.
No entanto a primeira baixa no grupo poderá ser a saída do Delegado Rérisson Macedo, atual Secretário da gestão Wagner na chefia da ASTT e sem remuneração, por escolha própria, Rérisson é suplente de deputado e de acordo com informações que chega da Capital Palmas, já existe em andamento uma articulação para que o Delegado assuma uma cadeira na Assembleia Legislativa e venha apoiar Wanderlei Barbosa.
Federação partidária
O calvário de Dimas parece longe do fim, mesmo que consiga fazer a paz reina no grupo e consiga a sinalização de líderes políticos em favor de sua candidatura, o pré-candidato ainda precisa contar com a sorte e torcer contra uma possíveis federação partidária entre PT e partidos que hoje são aliados e poderão deixar de ser em breve.
A exemplo de PV e Solidariedade, o partido verde hoje com um vereador na Câmara Municipal de Araguaína poderá e certamente será um das siglas a compor uma federação partidária com o partido dos trabalhadores, levando então a sigla para o palanque do petista Mourão.
A mais situação poderá acontecer com o Solidariedade que demonstrou interesse em apoiar a candidatura do ex-presidente Lula, inclusive com convite feito para Geraldo Alckmin filie-se ao partido para ser vice de Lula, mas o PT tem como condições para escolher o vice que o partido seja parte da federação. O partido hoje tem o filho de Dimas como deputado federal e Marcos Duarte como vereador em Araguaína.
Obviamente existe a possibilidade dos filiados não acompanharem a sigla mesmo com uma federação e seguir com Dimas, mas não seria vantajoso para o político, como também não para Dimas, é o partido que trás tempo de TV e recursos para a campanha.
Com a possível e quase certa, perda de alguns partidos hoje aliados e sobre influência de Dimas, como o ex-prefeito vai fazer para ajeitar todos os pré-candidatos a deputados com o mínimo de igualdade para a disputa?

Comentários: