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Domingo, 05 de Abril de 2026
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Marcos Duarte expõe possível escândalo e sai enfraquecido na Câmara

Ainda ressentido com a derrota para Max Baroli na disputa pela presidência da Casa, Duarte protagonizou um momento que pode ser descrito como um "tiro no pé".

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Marcos Duarte expõe possível escândalo e sai enfraquecido na Câmara
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A sessão de abertura dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal de Araguaína foi marcada por um verdadeiro "desabafo" do vereador e ex-presidente Marcos Duarte. Ainda ressentido com a derrota para Max Baroli na disputa pela presidência da Casa, Duarte protagonizou um momento que pode ser descrito como um "tiro no pé".  

Sem esconder o rancor e o sentimento de traição, o parlamentar usou o plenário para cobrar, ao vivo, supostas dívidas de empréstimos concedidos a outros vereadores. A cena gerou um clima de constrangimento e levantou suspeitas sobre possíveis compras de votos na eleição da Mesa Diretora.  

O que poderia ter sido um momento de transição tranquila virou um escândalo desnecessário, colocando em xeque não apenas a postura de Duarte, mas a credibilidade do parlamento. Em vez de demonstrar maturidade e capacidade de articulação, o vereador passou a imagem de alguém movido por vingança e despreparo político.  

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O que faltou? Talvez experiência, talvez bom senso. Mesmo após um mandato bem avaliado à frente da Câmara, Duarte escolheu expor bastidores e supostos esquemas escusos, mas acabou prejudicando a própria imagem. Basta ver a repercussão nas redes sociais para perceber que a jogada não foi bem recebida pelo público.  

Se buscava apoio para futuros projetos políticos, a estratégia foi desastrosa. Afinal, que políticos vão querer associar seus nomes a alguém que não hesita em tornar públicos os bastidores das negociações? Quem confiaria em firmar acordos e estratégias com Duarte daqui para frente?  

O exemplo de Gideon Soares

Se tivesse seguido o exemplo do vereador e ex-presidente da Casa, Gideon Soares, a história poderia ser diferente. No passado, foi Duarte quem articulou para inviabilizar a reeleição de Gideon e assumir a presidência da Câmara. No entanto, Gideon não transformou sua frustração em ataques públicos. Pelo contrário: recuou, manteve boas relações e, ironicamente, até votou em Duarte na última eleição da Mesa Diretora – a mesma que acabou dando a vitória a Max Baroli.  

Outros políticos experientes também demonstraram mais maturidade. Ronaldo Dimas, após perder para Wanderlei Barbosa na disputa pelo governo, não partiu para uma oposição radical e sem propósito. Jorge Frederico, ao ser derrotado na eleição municipal, seguiu o mesmo caminho. É assim que agem aqueles que entendem o jogo político.  

Duarte, por outro lado, escolheu o caminho do desgaste público. A questão agora é: conseguirá ele reverter essa imagem e recuperar a confiança nos bastidores?

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