Os movimentos do empresário Edison Tabocão, apontado como pré-candidato a governo pelo PSD do senador Irajá, vêm demonstrando a existência de um verdadeiro BBB - Big Brother Brasil - que está montado pelo clã dos Abreus. Ganhando certo espaço nas páginas políticas da mídia em geral, Tabocão investe pesado em publicidade, anuncia na televisão, rádio e em vários sites de notícias ao mesmo tempo, em uma tentativa de se tornar conhecido e entrar com mais facilidade nas discussões políticas “mais vigiadas” do Tocantins.
No meio político, principalmente nas reuniões com outras lideranças políticas, Tabocão é extremamente prepotente, fazendo questão de fotografar e filmar tudo e, ao final, divulgar release no principais blogues conforme a conveniência dos Abreus. Pensando que está no BBB, esse vaidosismo inclusive chega a gerar constrangimento por parte de quem participa.
Mas política não tem um lado só. Enquanto Tabocão gasta seu dinheiro de empresário bem sucedido (ele é dono do tradicional Posto Tabocão, na BR-153), Irajá mostra seu lado “Boninho” e opera no backstage moldando todo esse BBB para o seu único propósito: ajudar a mãe senadora Kátia Abreu (PP) a se viabilizar na busca da reeleição.
Pelas pesquisas divulgadas em dezembro e em janeiro, e mesmo pelos levantamentos internos, Kátia tem um bom potencial de votos e chega dividir a liderança nas intenções de voto. No entanto, tem uma rejeição altíssima, principalmente se comparada a da deputada federal Professora Dorinha (União Brasil), que desponta como principal adversária da senadora e favorita para a disputa de outubro.
Irajá, obviamente, acompanha as rodas de conversas entre os brothers e sabe da alta rejeição da mãe e por isso precisa e usa Tabocão para tentar se aproximar de outros empresários, de outros políticos e de alguma forma melhorar a imagem da mãe.
Esse BBB até poderia ser chacota, mas o bastidor da política tocantinenses já percebeu que Tabocão vem sendo vítima de falsa promessa. Toda a estrutura econômica (e aeronáutica) que vem disponibilizando aos Abreus sob o pretexto que será o candidato a vice-governador não tem convencido muito os “líderes” das majoritárias, que já começam a ter certeza que se trata mesmo de um reality show. Já participaram do jogo Wanderlei, Ronaldo Dimas, Ataídes e até, pasmem, Dorinha. “A taboca vai rachar” e não deve ganhar o “anjo”, mas sim o “monstro” do clã.

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