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Sexta-feira, 12 de Junho de 2026
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O Circo da Hipocrisia: Wagner Rodrigues e seu Palanque de Contradições

Enquanto aponta o dedo contra a politicagem, nos bastidores, por divergências políticas, demitiu todos os aliados do passado e nomeou os novos protegidos do presente.

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
O Circo da Hipocrisia: Wagner Rodrigues e seu Palanque de Contradições
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No espetáculo surreal do União Brasil (UB), o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (UB), foi ovacionado em um evento que mais parecia uma encenação teatral na noite de sexta-feira, 8, no Ginásio Pedro Quaresma. Para a multidão presente, que estranhamente consistia majoritariamente de funcionários da prefeitura, a presença ali era mais uma demonstração de como a pressão e o medo de demissão podem motivar uma "adesão espontânea".

A festa também contou com a filiação dos vereadores mais populares do pleito de 2020, Matheus Mariano (ex-Podemos) e Terciliano Gomes (ex-PSD), além da presença ilustre da presidente da sigla no Tocantins, senadora Dorinha Seabra. A visita de Dorinha, mais notável pela ausência recente em Araguaína, não foi para anunciar benefícios para a cidade, mas sim para regar a terra árida da politicagem.

Em seu discurso, Wagner Rodrigues fez questão de pintar um retrato cor-de-rosa de sua gestão, autoproclamando-se como a única salvação para o Paço Municipal. "Araguaína está em um nível superior e deseja continuar tratando seu povo com humanidade. Não toleramos mediocridade, não queremos politicagem. Não podemos regredir, não podemos aceitar em nossa cidade indivíduos incapazes de governar. É preciso ter competência e habilidade administrativa. Araguaína é exigente", declarou.

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Contudo, as palavras do prefeito atual são um festival de contradições, uma dança na corda bamba da realidade. Enquanto aponta o dedo contra a politicagem, nos bastidores, por divergências políticas, demitiu todos os aliados do passado e nomeou os novos protegidos do presente.

Talvez o gestor em exercício ainda não tenha desvendado o mistério por trás da politicagem. Permita-me, então, oferecer uma breve lição. Segundo o dicionário: politicagem é a arte da política baseada em interesses pessoais, favores mesquinhos e realizações vazias.

Ao contratar recomendados de amigos e aliados, o gestor vira as costas cruelmente aos pais de família quando esses amigos mudam de lado politicamente, despedindo-os sem piedade e privando-os do sustento. Chamar isso de "politicagem" é um elogio; a verdade crua e nua é uma saga de vingança e perseguição. É evidente que eles só se importam consigo mesmos, uma politicagem repugnante que desperta repulsa e repugnância, a ponto de provocar náuseas diante dessa realidade medíocre.

Portanto, no jogo de contratações e exonerações por conveniência política, vemos um exemplo clássico de troca de favores em seu estado mais puro.

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