Há tempos o deputado estadual Marcus Marcelo vem sendo alvo de uma sequência de ataques que, pela repetição e pelo padrão, já deixaram de parecer coincidência e começam a ganhar contornos de uma ação política coordenada, ainda que ninguém assuma a autoria.
Primeiro, tentaram colar no parlamentar a narrativa de uma suposta perseguição a profissionais da educação via DREA. Não colou. Depois, surgiu a tentativa de associá-lo a um servidor supostamente “fantasma” no Detran, mesmo sem qualquer conexão plausível com o caso à época citado.
Agora, a nova investida: um trabalhador autônomo aparece em vídeo acusando o deputado de ter solicitado a retirada de seu serviço instalado em frente ao Detran, onde ele oferece cópias e impressões — atividade que, segundo o próprio setor, surge como alternativa diante da impossibilidade do órgão prestar esse tipo de atendimento.
O próprio Marcus Marcelo já negou qualquer interferência, e mais do que isso: afirmou reconhecer a utilidade do serviço prestado à população.
Apurações indicam ainda que a notificação ao profissional teria partido do DEMUPE, órgão de fiscalização municipal de Araguaína, sem qualquer vínculo com o parlamentar, detalhe que, convenientemente, costuma ser varrido para debaixo do tapete nas versões que circulam, como se o fato fosse apenas um incômodo descartável.
Diante da repetição dos episódios, a pergunta que insiste em permanecer no ar não é nova, mas ganha força a cada investida: quem se beneficia dessa tentativa sistemática de desgastar a imagem de um deputado em ascensão política? E mais: até que ponto a disputa política local segue sendo contaminada por narrativas cuidadosamente fabricadas para corroer reputações sem precisar assumir autoria?
No fim, o eleitor não precisa de muito esforço para perceber quando a crítica vira método, e quando o ataque deixa de ser debate para se tornar estratégia. E, nesse caso, o método já deixou de ser discreto faz tempo.

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