Infelizmente os gestores do Estado do Tocantins estão mais preocupados em fidelizar os votos de determinadas classes ao invés de governar para todos.
Assim como é inadmissível que uma festa popular brasileira e tradicional em nosso calendário, seja desvirtuada e realizada com o único objetivo de agradar o nicho de religiosos.
A programação de carnaval apresentada pela Prefeitura de Palmas no última segunda-feira, 30, mostra que a prefeitura concentra maciço investimento público na opção gospel, o Capital da Fé, e quase nenhum recursos para a tradicional festa de rua.
Faz-se necessário provocar o Ministério Público e consequentemente o poder judiciário em relação a laicidade do Estado, ou seja, a impossibilidade de que seus órgãos públicos se vinculem a qualquer religião, estabelecendo algum tipo de exclusividade ou preferência. Exclusividade está que pode ser comprovada diante dos valores financeiros investidos na Capital da Fé em comparativo com o que será investido no Carnaval de rua.
Além do possível desrespeito com o significado de estado laico, o desrespeito maior é com a população e a economia da capital.
Palmas é uma capital cheia de beleza e atrativos turísticos, e que junto com o Carnaval de rua poderia atrair milhares de turistas e foliões. Quem ganharia com isso? A economia da capital, os artistas, músicas, guias turísticos, taxistas, motoristas de aplicativos, lojas de roupas, setor hoteleiro, ambulantes, profissionais de reciclagem, entre tantos outros setores. A grande realidade é que todos ganhariam com o aquecimento do comércio e da economia.
No entanto, a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, como dezenas de outros políticos tocantinenses preferem pensar nos próprio umbigos e interesses eleitorais e com intuito de agradar e fidelizar o apoio dos religiosos, que consideram alienados, preferem desvirtuar o significado do Carnaval, tornando-o um evento gospel ao invés de pensar na população.
Acredito que estes questionamentos precisam serem feitos, não somente pela imprensa, ou pela comunidade, mas principalmente pelos políticos representantes do povo e pelo Ministério Público.
Por fim, O Estado laico trata todos os seus cidadãos igualmente, independentemente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certas religiões.

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