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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Prefeitura diz que não tem recursos para construção de Ilha na Via lago em Araguaína

Ilha e restaurante haviam sido anunciados por Dimas e obra estava inclusa no orçamento de R$ 12 milhões para construção da Via lago.

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Prefeitura diz que não tem recursos para construção de Ilha na Via lago em Araguaína
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No dia 16 de Novembro de 2015, o prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, deu inicio as obras de construção da ponte da Via Lago. Na ocasião a solenidade de assinatura da ordem de serviço para o início dos trabalhos teve a presença do senador Donizeti Nogueira (PT), do deputado federal César Halum (PRB), dos secretários municipais e vereadores de Araguaína, além de representantes da empresa que vai foi contratada para realizar a obra, a Geoserv Serviços de Geotecnia e Construção Ltd.

De acordo com uma matéria publicada pela prefeitura de Araguaína,  no dia 17 do mesmo mês, dentro do projeto, também estava previsto uma ilha próximo à Via Lago, onde seria construído um restaurante e o acesso será por meio de barcos, com decks de embarque e desembarque.

A ilha chegou a ser anunciada pelo próprio prefeito da época, Ronaldo Dimas, na ocasião da inauguração da Via Lago no dia 14 de Novembro.

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"Estamos dragando para a construção de uma ilha, com Restaurante e dois quiosques ao longo da Via Lago." afirmou Dimas na inauguração.

Ainda em Novembro de 2017, a prefeitura chegou a publicar uma matéria no portal da prefeitura com a seguinte manchete; Ilha da Via Lago começa a tomar forma. Na reportagem a prefeitura afirmava que, o mais novo cartão postal de Araguaína continuava sendo aperfeiçoado e que, a Via Lago  ganharia uma ilha artificial, que já começava a se tornar visível e chama a atenção de visitantes e transeuntes. Segundo a reportagem da própria prefeitura a ilha estava sendo construída com areia extraída, por meio de dragas, de áreas de assoreamento de córregos que compõem a bacia do Rio Lontra, cujo represamento deu origem ao Lago Azul.

Com uma área total prevista em 20.000 m², a ilha contaria com um restaurante com 253 m². O restaurante teria um salão com capacidade estimada em 200 mesas, área de atendimento, cozinha, banheiros com acessibilidade, área de serviço, depósito e área frigorífica. Com cobertura natural em palhas da palmeira piaçava, o local proporcionaria conforto térmico aos visitantes.

O acesso se daria através de uma passarela para pedestres, construída a partir das proximidades do monumento inaugural da via. A passarela teria extensão de 96,1 metros.

Em Março de 2019, o portal fatos e noticias publicou uma matéria jornalistica que afirmava que a prefeitura de Araguaína já havia gastado mais de R$ 1 milhão na construção de ilha artificial que ainda não estava pronta; Prefeitura de Araguaína já gastou mais de R$r 1 milhão na construção de ilha artificial que ainda não ficou pronta.

Chegamos a Setembro de 2021, e a tal ilha nunca saiu do papel. Na atual gestão do prefeito Wagner Rodrigues, não existe ilha, não existe a obra e muito menos recursos para construção da ilha. O que causa estranhamento é que a obra não só tinha sido anunciada e divulgada pela gestão anterior, como a obra foi iniciada e gasto mais de R$ 1 milhão de reais.

Nossa equipe de reportagem procurou a prefeitura de Araguaína e questionou sobre a obra e recursos empenhados para a mesma. A atuação gestão de Wagner Rodrigues esclareceu que não existem recursos para construção da ilha e que não existe nem mesmo previsão para retomada da obra.

É lamentável o descaso do poder publico municipal de Araguaína com o dinheiro público, assim como levanta suspeitas de corrupção que uma obra seja iniciada, gasto mais de R$ 1 milhão e seja abandonada antes da conclusão. Assim como também causa estranhamento e desconfiança o silêncio dos vereadores e representantes do povo que tem o papel de fiscalizar, permanecerem calados e sem cobrar respostas a prefeitura de Araguaína.

Faz-se necessário, que os vereadores de Araguaína saiam de debaixo do solado do sapato do chefe do executivo, que percam o medo de terem seus parentes e apadrinhados políticos exonerados de contratos na prefeitura de Araguaína e assumam suas obrigações de fiscalizar. Também não menos importante, que o Ministério Público apure a paralisação da obra e onde foi parar o recurso que seria para execução da mesma.

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