É indiscutível não estranhar a atual relação dos deputados estaduais com o governador afastado Mauro Carlesse. Em nada lembra tempos atrás, num período não muito distante, Carlesse mantinha uma relação amigável e de aparente fidelidade. Com exceção de Junior Geo e Elenil da Penha.
Era um "amor de carnaval" ou "amor pelo poder", Carlesse foi lançado em meio a um escândalo de corrupção e acusado de chefiar uma organização criminosa. E acreditem, os deputados que sempre aplaudiram e abraçaram Carlesse, dizem que não sabiam de nada sobre os crimes cometidos, que cada leitor tirem a própria conclusão com base no bom senso e na racionalidade.
Se quando estava no exercício do mandato Carlesse era protegido, admirado, elogiada e até bajulado por muitos parlamentares, a realidade hoje é outra, os amigos de ontem são os inimigos de hoje. E estão posicionados e ansiosos para enterrar de vez o fantasma de Carlesse, votando o impeachment e cassando o mandato do Governador afastado.
Esse texto não tem a finalidade de defender ou acusar Carlesse, tem o objetivo de provocar a reflexão, é possível que os parlamentares antes aliados de Carlesse não tivessem conhecimento dos esquemas criminosos? Certamente não, afinal Carlesse agiu também para livrar seus aliados de investigação da polícia civil, entre eles investigações que apuravam servidores fantasmas contratos pela Assembleia Legislativa por interferência de parlamentares, inclusive um ex-vereador de Araguaina, era lotado no gabinete de um deputado de Araguaina. Basta um "Google" e as notícias estão lá, o nome dos parlamentares também.
E aí, o que acham? Foi amor verdadeiro ou relação de interesses?

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