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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Política

Senadora Kátia Abreu, a mulher-maravilha do Tocantins

Governadora, médica, secretaria da saúde e super-senadora, Kátia Abreu!

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Senadora Kátia Abreu, a mulher-maravilha do Tocantins
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De Aristotelis a Montesquieu, a teoria dos três poderes independentes, porém harmônicos entre si, firmou-se como um pré-requisito para a formação de um estado democrático de direito. Para tudo ! Isso existiu até a chegada da senadora Kátia Abreu conforme demonstrará a matéria do O Na Integra, e quem vai explicar é a própria senadora.

A origem dessa perigosa junção de poderes, vem travestida de algo que poderia ser uma “ação humanitária” sensacional, não fosse o risco de esconder possíveis desvios de função das emendas parlamentares, desmoralização do SUS, desaparecimento do Sistema Estadual de Saúde e finalmente, o envolvimento dos municípios tocantinenses em irregularidades no uso de recursos federais.

Bem, vamos deixar a própria senadora explicar e aí voltaremos aos nossos comentários.

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Vocês notaram ? A senadora, candidata a reeleição, coloca na 1ª pessoa, ações que deveriam ser implementadas pelo envio de recursos federais da saude via da emenda parlamentar ( papel do legislativo) e salta para e EXECUÇÃO de cirurgias, sendo que ela afirma : “Eu estou operando!” “Eu agora vou fazer as cirurgias eletivas”.

Até então, já teríamos apenas uma atrofia da ação parlamentar que transforma a senadora em uma agente de decisão de políticas públicas, podendo optar pelos municípios, o que retira os maiores e melhores complexos de saúde pública do estado, recaindo para municípios que, via de regra, não tem  mesmo nenhuma estrutura para a realização de cirurgias simples, quem dirá das cirurgias eletivas, como explica a senadora;

Ora, ora, ora, senadora. “Aonde não tem hospital municipal, o prefeito abre o credenciamento e contrata o hospital privado”. Se os grandes hospitais públicos do estado, já não conseguem resolver os problemas da população, o que dizer de “hospitais municipais” ? Mas a senadora já explica : Onde não há estrutura hospitalar municipal, o prefeito abre credenciamento e contrata a iniciativa privada. Entenderam onde mora o perigo?

O perigo é se ao abrir esse credenciamento, os prefeitos estiverem “escolhendo” os mesmos “prestadores de serviços”, entenderam ?Aí temos um caso digno de MPF, instância competente para descobrir se houve alguma coincidência nessa contratação em massa de uma mesma entidade privada, para perpetrar as “ações de caridade” da governadora, secretaria da saúde e senadora Kátia Abreu.

Mas não se esqueçam; A senadora anuncia que vai ampliar o leque das suas “ações de saúde” em pleno ano eleitoral.

O eleitor tocantinense já foi vítima de uma ação semelhante que custou um mandato de governador e uma frase inesquecível: “Óculos a perder de vista “ dita pelo Ministro Ayres Brito quando da cassação do ex-governador Marcelo Miranda, que promoveu multidão de exames de vista, utilizando “parceiros” privados na distribuição de milhares de óculos.

O Na Integra se compromete a entrar fundo nessa questão e levantar juntos as prefeituras, no intuito de informar ao leitor se não estamos diante que poderia estar associando o uso das “emendas especiais”, contratação de entidades privadas e ação eleitoreira, afinal o SUS foi criado, exatamente para dar cabo da saúde pública. Se não funciona bem ? Papel dos parlamentes a propositura de mudanças. Mas daí para que os próprios parlamentares “colocarem as mãos na massa “ pode ser muito preocupante.

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