Candidato a vice-governador respondeu com exclusividade aos questionamentos do jornalista Stoff Vieira Costa e falou sobre sua origem, entrada na política, relação com Wanderlei Barbosa, escolha para compor a chapa e compromisso com Dorinha Seabra.
Candidato a vice-governador do Tocantins na chapa encabeçada pela senadora Dorinha Seabra, Atos Gomes respondeu com exclusividade aos questionamentos do O Na Íntegra+, em entrevista conduzida pelo jornalista Stoff Vieira Costa, por meio de mensagens em áudio.
Na conversa, Atos falou sobre aspectos pessoais de sua trajetória, a passagem pelo futebol, o início profissional na política, sua experiência na administração pública e a proximidade com o governador Wanderlei Barbosa. Também enfrentou questionamentos sobre os bastidores de sua escolha para vice, a possibilidade de sua indicação estar relacionada à influência do grupo Barbosa e a quem deverá sua lealdade política em um eventual governo Dorinha.
Confira a entrevista:
Quem é Atos Gomes?
O Na Íntegra+: Antes do candidato a vice, existe a história de Atos Gomes. Quem é você fora dos cargos, dos partidos e dos sobrenomes políticos? De onde veio, quais dificuldades enfrentou e quais acontecimentos ajudaram a formar o homem que hoje pretende chegar à vice-governadoria do Tocantins?
Atos Gomes: Sou um jovem nascido e criado em Taquaruçu, distrito de Palmas. Tenho minhas raízes familiares em Taquaruçu e na região da Buritirana. Toda a minha família, tanto paterna quanto materna, reside aqui na nossa capital.
Sou filho de um agente de saúde e de um ex-motorista de transporte coletivo. Sou jovem, mas tenho senso de responsabilidade e muita vontade de ver as coisas acontecerem.
Meu sonho era ser jogador de futebol. Joguei profissionalmente até os 20 anos. Aos 17, já era atleta profissional. Joguei no Vila Nova de Goiás e também tive uma experiência na Bolívia.
Depois decidi retornar e comecei a trabalhar como assessor parlamentar. Trabalhei na Câmara Municipal e fui, aos poucos, ganhando gosto pela política. Fui trabalhando, ajudando e construindo minha trajetória.
Acredito muito nas promessas de Deus. Acho que não foi o homem que me colocou onde estou; foi Deus.
Quando nasceu o político?
O Na Íntegra+: Qual foi o momento em que a política deixou de ser apenas algo que acontecia ao seu redor e virou um projeto pessoal? Houve uma pessoa, experiência ou episódio específico que fez você decidir: “é isso que eu quero para a minha vida”?
Atos Gomes: Depois que trabalhei na Câmara Municipal de Palmas, recebi o convite para trabalhar na Agência Estadual de Metrologia, onde atuei como secretário-geral.
Foi nesse trabalho, na agência de fiscalização, que fui ganhando gosto pela vida pública. Fui trabalhando, ajudando as pessoas que estavam acima de mim e esse interesse começou a despertar também nas pessoas ao meu redor.
Na verdade, nunca imaginei que um dia poderia ser candidato a vereador, deputado ou, quem diria, vice-governador. Nunca tive esse despertar como um projeto pessoal. Como disse, meu sonho era ser atleta de futebol e passei praticamente toda a juventude lutando por isso.
Com o passar do tempo, fui pai aos 21 anos, tenho duas filhas, e as responsabilidades também mudaram minha vida.
Depois comecei a trabalhar com o governador Wanderlei Barbosa e, pela proximidade e pelo trabalho, as pessoas começaram a dizer: “Você tem perfil”, “você se encaixa”, “um dia você vai ser vereador”, “um dia vai ser político”. Mas eu ainda não tinha esse despertar.
Mérito ou proximidade com o poder?
O Na Íntegra+: Atos, vamos entrar numa questão que seus adversários certamente explorarão: por que o eleitor deve acreditar que você chegou à candidatura a vice por mérito político e não pela proximidade familiar e política com o governador Wanderlei Barbosa?
Atos Gomes: Eu acredito, primeiro, no destino de Deus, mas sei que também tenho mérito.
Aos 26 anos me tornei secretário-executivo. Depois da Agência Estadual de Metrologia, fui diretor de Esportes, área com a qual me identifiquei muito por toda a minha história com o futebol.
Começamos a promover eventos esportivos não apenas em Palmas, mas em todo o Tocantins. Trabalhei com Elenil da Penha, que se tornou uma referência para mim e um grande amigo. Ele me ajudou muito a entender que a coisa pública precisa ser tratada com seriedade, principalmente porque eu era muito jovem e estava diante de grandes responsabilidades.
Também construí uma relação muito próxima com atletas e desportistas. Junto com nossa equipe, criamos o Copão Tocantins, que hoje alcança mais de 130 cidades. Isso me tornou conhecido no meio esportivo e entre os jovens.
Acredito que esse era um dos perfis que nossa chapa precisava: alguém mais jovem, capaz de dialogar com a juventude e trazer os desportistas para dentro da campanha.
O Republicanos me escolheu. Tenho proximidade com o governador Wanderlei Barbosa e não vou negar isso. Mas não acredito que tenha sido escolhido apenas por essa proximidade. Existem outras pessoas muito próximas do governador, inclusive familiares, que também poderiam ter esse perfil.
Acredito que minha trajetória, o trabalho realizado e minha relação com a juventude e com o esporte contribuíram para que o partido escolhesse meu nome.
Dorinha realmente queria você como vice?
O Na Íntegra+: Nos bastidores houve versões de que Dorinha Seabra teria demonstrado resistência ao seu nome. Afinal, Dorinha realmente queria Atos Gomes como vice? Por que você acredita que seu perfil acabou sendo escolhido?
Atos Gomes: Acho que a Dorinha buscava um perfil alternativo ao dela. Ela é uma mulher técnica, preparada, experiente, uma referência na educação. Acredito que a chapa precisava também de uma energia diferente.
Não digo que eu seja melhor do que qualquer outro candidato que estava sendo cotado, mas acredito que consigo entregar essa energia, levar os jovens para a campanha e dialogar com esse público.
Consigo falar a língua dos jovens, dos desportistas e dos tocantinenses. Então, acredito que tenha sido muito mais uma questão de perfil.
Nada contra o meu nome e nada contra qualquer outro nome que estava sendo cogitado. Acho que ela buscava alguém que viesse para somar.
Graças a Deus, fui escolhido. Estou pronto, estou querendo e estou preparado.
Não quero ser representante dos Barbosa dentro do Palácio. Quero ser representante do povo do Tocantins. Quero representar os jovens, os atletas e todos os tocantinenses.
Quero lutar, buscar resultados e ajudá-la a termos uma educação cada vez melhor, melhorar a saúde e a infraestrutura do nosso estado e dar continuidade ao trabalho que já vem sendo realizado pelo governador Wanderlei Barbosa. Eu e ela, juntos, queremos melhorar ainda mais.
Sua lealdade será a Dorinha ou a Wanderlei Barbosa?
O Na Íntegra+: Você mantém uma relação de proximidade e lealdade com Wanderlei Barbosa, mas agora integra a chapa de Dorinha Seabra. Se vocês forem eleitos e, no futuro, houver uma divergência ou rompimento entre Dorinha e o grupo do governador, a quem Atos Gomes será leal?
Atos Gomes: Eu sou leal à Dorinha e sou leal ao Wanderlei.
Quero ser eleito para ser vice-governador do Tocantins. Não tenho o coração armado para nada. Sei o meu lugar e sei onde Deus está me colocando. É o lugar que Ele escolheu para mim e é ali que quero contribuir.
Não tenho vontade nenhuma de subir um degrau além de onde Deus me colocou.
Sou leal ao governador Wanderlei Barbosa, ao Republicanos e ao meu grupo. E vou ser leal à professora Dorinha, porque ela está me dando a oportunidade de trabalhar junto com ela.
Nós vamos ser leais um ao outro. Tenho certeza de que podemos fazer uma boa administração de quatro anos e, quem sabe, de oito anos.
Não trabalho com a hipótese de rompimento.
Nosso grupo está unido, quer vencer as eleições e dar continuidade ao que está sendo feito pelo governador Wanderlei Barbosa. Tenho certeza de que, juntos, poderemos melhorar ainda mais o Tocantins.

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