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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
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Denúncia ao Ministério Público Revela Aumento Suspeito na Folha de Pagamento de Araguaína: Prefeito Wagner Rodrigues Enfrenta Acusações de Abuso de Poder

A folha de pagamento da Prefeitura experimentou um acréscimo de cerca de R$ 6 milhões por mês, saltando de mais de R$ 15,5 milhões para R$ 21,6 milhões entre o início do ano e junho.

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Denúncia ao Ministério Público Revela Aumento Suspeito na Folha de Pagamento de Araguaína: Prefeito Wagner Rodrigues Enfrenta Acusações de Abuso de Poder
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 A Coligação Araguaína Pode Mais apresentou, neste domingo, 18 de fevereiro, uma grave denúncia ao Ministério Público Eleitoral (MPE) do Tocantins contra o prefeito Wagner Rodrigues (União Brasil), candidato à reeleição. Segundo os dados coletados no Portal da Transparência, a folha de pagamento da Prefeitura de Araguaína saltou de 5.199 para 7.691 servidores em apenas seis meses, levantando suspeitas de abuso de poder político por conta do aumento acelerado e sem justificativa plausível.

Desde janeiro de 2024, a gestão de Rodrigues não registrou a criação de novas secretarias ou a implementação de serviços e ações significativas, o que torna o crescimento de aproximadamente 3 mil contratos - cerca de 33% - ainda mais questionável. De acordo com a denúncia, a contratação elevada parece ser uma estratégia para desequilibrar o jogo eleitoral, abrindo margem para prática de favoritismo em um período tão delicado.

As cifras envolvidas são alarmantes. A folha de pagamento da Prefeitura experimentou um acréscimo de cerca de R$ 6 milhões por mês, saltando de mais de R$ 15,5 milhões para R$ 21,6 milhões entre o início do ano e junho. Se essa tendência continuar, os gastos com o aumento da folha podem alcançar a impressionante marca de R$ 30 milhões até o final do ano, o que suscita ainda mais preocupações sobre a previsão financeira da administração pública.

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José Ferreira Barros Filho, representante da Coligação Araguaína Pode Mais, afirmou: “O nosso pedido é para evitar o desequilíbrio do pleito eleitoral, já que o correto seria a realização de concurso público, o que evitaria esse tipo de ação ilegal.” A afirmação evidencia a necessidade de transparência e lisura em processos que influenciam diretamente o cenário eleitoral.

Além do aumento alarmante na folha de pagamento, a denúncia aponta que a gestão de Wagner Rodrigues também pode ter infringido a Lei das Eleições (Lei n. 9.504/97), uma vez que não respeitou o prazo legal para contratações. Pelo menos cinco contratações de avaliadores técnicos e auxiliares cumpriram fora do prazo estipulado, colocando sob suspeitas a legalidade desses atos.

A denúncia também sugere que mais casos de contratações ilegais podem existir, e a Coligação solícita ao MPE que investiga minuciosamente as práticas da administração municipal. O pedido reforça a importância de ações que garantam a integridade do processo eleitoral e salvem os princípios da justiça e da igualdade de oportunidades entre os candidatos.

A situação em Araguaína levanta questões sobre a ética e a responsabilidade na gestão pública, além de evidenciar a necessidade de um controle mais cuidadoso das contratações durante períodos eleitorais. O estudo desta investigação poderá ter um impacto significativo não apenas no futuro político de Wagner Rodrigues, mas também na confiança da população na administração pública local.

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