O ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas tem percorrido o Estado e trabalhado para fortalecer o seu nome para a disputa ao Governo do Estado do Tocantins em 2022. Mas antes de disputar uma eleição para o cargo de Governador de Estado, Dimas precisa abrir a boca e falar sobre um esquema que desviou 7 milhões da saúde pública na sua gestão a frente da prefeitura municipal de Araguaína.
Era uma quarta-feira 24 de Fevereiro de 2021, quando foi deflagrada pela Policia Federal a Operação Sempiternus para investigar desvios do fundo de saúde de Araguaína. A autorização foi da 1ª Vara Federal Cível e Criminal. Na decisão da juíza Roseli de Queiros Ribeiro é possível levantar mais detalhes do suposto esquema montado e das possíveis irregularidades que podem resultar na prática de crimes como fraude à licitação, peculato e organização criminosa.
Conforme a decisão, o Instituto Saúde e Cidadania (Isac) – contratada para gerenciar o hospital municipal, ambulatório e uma unidade pronto atendimento – desviou recursos do fundo de saúde ao subcontratar diversos serviços, principalmente de apoio administrativo, sem a devida contraprestação e ainda pagando valores superfaturados.
Além do superfaturamento e da falta da efetiva comprovação dos serviços, a Polícia Federal identificou que o então presidente do Isac e outras duas pessoas indicadas como gestores da organização social tem ou já tiveram vínculo com pelo menos quatro empresas subcontratadas, seja pela participação direta no quadro societário dela ou com relativos na direção das mesmas. Além disso, a juíza destacou que as próprias empresas estão relacionadas, com algumas dividindo endereço.
Por meio deste mecanismo, a Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) calculam desvios de R$ 6,7 milhões, valor este que foi sequestrado da conta de sete investigados – membros do Isac e empresários – e três empresas. Também houve a quebra do sigilo bancário e fiscal do período de 1º de janeiro de 2018 a 31 de outubro de 2020 das mesmas sete pessoas, do Isac e das empresas subcontratadas.
Ronaldo Dimas
Administrar os recursos públicos de Araguaína era papel e obrigação do prefeito Ronaldo Dimas e seus Secretariado, mas o então prefeito na época resolveu terceirizar e entregou a gestão da saúde pública a um Instituto envolvidos em falcatruas e escândalos de corrupção, não sendo o primeiro Instituto a atuar na gestão na pública de Araguaína, outros também por aqui passaram e até hoje devem os funcionários, deram calote nos araguainenses.
Como já era esperado, logo surgiram as primeiras denuncias e posteriormente foi descoberto um escândalo de corrupção milionário o Instituto ISAC teriam desviado cerca de R$ 7 milhões da saúde publica de Araguaína. Na ocasião assim como a maioria dos vereadores, Ronaldo Dimas não esclareceu os fatos, a prefeitura apenas afirmou que os fatos estavam sendo investigados pela PF.
O tempo foi passando, o silêncio dos vereadores e Dimas permaneceu até o atual momento. No entanto muitos questionamentos ficaram sem respostas;
"Como um gestor e secretario da pasta não fiscaliza como estão sendo aplicados os recursos da saúde de seu município?"
"Qual a relação pessoal ou não de Dimas com os investigados de desviar e se favorecer do recurso público?"
"Por que Dimas não rompeu contrato com ISAC assim que o desvio do recursos veio a tona?"
"A quem interessa manter esse Instituto administrando a saúde de Araguaína?"
E não podemos esquecer a pergunta principal;
"Dimas foi omisso, cúmplice ou beneficiado por esse desvio milionário da saúde dos araguainenses?"
Antes de querer administrar o Estado do Tocantins, Ronaldo Dimas tem que quebrar o silêncio e esclarecer esses fatos, afinal foram 7 MILHÕES desviados da saúde em sua gestão.

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