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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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Política

Dorinha vem forte como tempestade

Ela é “a mãe do FNDE”, e é assim que a deputada professora vem roubando o sono da sua maior rival, a raivosa senadora Kátia Abreu.

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Dorinha vem forte como tempestade
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Se há algo que os tocantinenses conhecem de perto é quando o céu fica escuro, quando os ventos sopram enfurecidos… Corre seu moço, lá vem a tempestade! É assim, meus leitores, que vejo fechar o tempo nessas eleições para o senado tocantinense. Essa tempestade tem nome: Maria Auxiliadora Seabra Rezende, a tal deputada Professora Dorinha, pessoa de fala mansa, serena, porém firme e determinada. É ela que vem roubando o sono dos demais concorrentes ao cargo de Senador da República em 2022, e não é difícil explicar. A deputada professora tem uma vida dedicada à educação. Depois de ter exercido todos os postos, das salas de aula às diretorias de planejamento e ensino, ela acabou se tornando uma poderosa Secretária da Educação, em pleno governo Siqueira Campos. De cara, ela já ficou conhecida como a única ocupante do 1º escalão que não tomava os famosos pitos do destemperado e ditador coronel Governador Siqueira Campos.

Moça de fala baixa e amena, a Dorinha, como costuma ser chamada a professora deputada, tem algo raríssimo na sua carreira política: ela nunca mudou de partido. Esposa de um único marido, política de um único partido, tem causa reconhecida: uma carreira dedicada à educação. O tocantinense pode dizer que tem a maior especialista em educação em todo o congresso nacional. Ela é “a mãe do FUNDEB”, e é assim que a deputada professora vem roubando o sono da sua maior rival, a raivosa senadora Kátia Abreu.                                                                   

Se fôssemos falar da política em si, a professora não teria a menor chance contra a habilidosa e poderosa ex-Ministra da Agricultura do governo Dilma Roussef. Porém, fazendo uma análise detalhada, posso afirmar que uma é o oposto da outra.                                Enquanto a Senadora Kátia Abreu já passeou por mais de cinco grandes partidos (antigo PFL, que virou Democratas, PSD, PDT, PMDB e, agora, o PP), a deputada professora jamais trocou de sigla; as siglas é que mudaram de nome.

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Se levada a análise para o campo pessoal e familiar, a professora também é o oposto da senadora, que certo dia teve que jogar um copo de vinho na cara do seu colega, o Senador José Serra, porque a chamou de namoradeira. A bem da verdade, o senador paulista e tucano não mentiu. A vida amorosa da senadora, ex-ruralista e hoje lulista de carteirinha Kátia Abreu, já protagonizou o maior escândalo de infidelidade da história política do Tocantins. Não é ofensa pessoal explicar o caso. O ditador do cerrado, coronel Siqueira Campos, deu sinais de que “gostava muito” da presidente do sindicato rural de Gurupi Kátia Abreu, quando desapropriou áreas do Município de Campos Lindos, exterminando pequenos posseiros e produtores rurais, para beneficiar um grupo da mais alta elite de empresários, políticos e fazendeiros amigos, entregando-lhes, gratuitamente, glebas de terra que se transformariam em grandes campos de soja. Nesse episódio, a impiedosa fazendeira Kátia Abreu cuidou de atear fogo em casebres de palha, para desocupar a área que ganhou do seu “amigo” governador. É de arrancar lágrimas a cena do posseiro cuja família foi escorraçada do pequeno pedaço de chão que lhes permitia não passar fome. Esse era o prenúncio de um romance que mereceu duas páginas da maior publicação da imprensa nacional, a famosa Revista Veja.

Mais uma vez, o imperador do cerrado, coronel Siqueira, formava uma comitiva de amigos para fazer uma viagem ao Japão, pelos idos de 1995. Muitos ficaram surpresos com a lista dos agraciados na comitiva governamental, com a presença da fazendeira e presidente do sindicato rural de Gurupi, a então pecuarista Kátia Regina Abreu. E foi nessa viagem que a beatificada Dona Aureny Siqueira Campos viu ruir um casamento de mais de 40 anos. O que se sabe é que a viagem acabou se tornando uma “lua de mel” para o ditador Siqueira com a viúva fazendeira Kátia Abreu. 

A publicação da revista provocou um terremoto na vida da família Siqueira Campos, assim como na política do Tocantins. A grande dúvida nessa história era saber como a imprensa nacional conseguiu obter a detalhada informação de que havia acontecido um tórrido afair na viagem internacional da comitiva governamental do Tocantins ao Japão. Dizem os integrantes daquela viagem que foi a própria então fazendeira Kátia Abreu que entregou todos os detalhes do romance ao jornalista autor da matéria.

Estava ali desfeito o casamento do então governador. Coube ao filho preferido do Siqueira, o primeiro-ministro do seu governo, o príncipe das trevas Eduardo Siqueira Campos, o lamentável papel de colocar panos quentes no escândalo e assistir, ao lado do pai, a partida definitiva de Dona Aureny, que fez as suas malas e partiu do Tocantins para nunca mais voltar. E não foi apenas ela que partiu. As filhas Regina, Estela, Telma e Ulemar, todas ocupantes de cargos no governo do pai, seguiram os passos da mãe e, de lá para cá, não se tem mais notícias delas em solo tocantinense.

O próximo passo da fazendeira e sindicalista rural Kátia Abreu seria se tornar a mais votada deputada federal da história do Tocantins. Na trajetória da sua vida pessoal e política, não faltam carreiras e biografias destruídas. É dona de um império, que une o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a FAET (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins) e o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), órgãos que abrigam o atual marido da Senadora Kátia Abreu, o Sr. Moisés Pinto Gomes, atual presidente do SEBRAE-TO, e centenas de apaniguados e companheiros políticos da senadora.

Diga-se de passagem que a maior proeza que conseguiu o Sr. Moisés, na presidência do órgão, foi levá-lo à última colocação em termos de eficiência, dentre os 26 estados brasileiros. Há ainda, sobre o atual marido da senadora, pesada denúncia, provinda de delação premiada na Operação Lava-jato, do ex-Superintendente Financeiro da Odebrecht, que acusou o Sr. Moisés Pinto Gomes de ter recebido duas parcelas de R$250.000,00, em seu escritório em São Paulo. A denúncia foi, recentemente, arquivada pelo STF por absoluta falta de comprovação do que disse o empresário, segundo afirmação do Sr. Moisés, que declarou “jamais” ter recebido um centavo da empresa. Aliás, denúncias arquivadas por ausência de julgamento é o que não falta na vida da família Abreu. O filho da senadora e também Senador Irajá Abreu já foi pilhado usando o carro oficial do Senado para levar suas namoradas a academias de malhação, shoppings centers e restaurantes badalados. O rapaz é um problema para a mamãe Abreu. De acusações de estupro (das quais foi inocentado) à tentativa de impedir uma gravidez de uma ex-servidora de campanha, o Senador Irajá é considerado o maior turista dentre os senadores da república do país. Ele coleciona viagens para os mais badalados centros de turismo mundial. Ainda assim, com todos esses escândalos, desvios de conduta e abuso do poder político, a família Abreu é proprietária de duas das três poderosas vagas no Senado Federal. Sim, é esse império que uma professorinha quer enfrentar: a poderosa senadora, a matriarca do Clã dos Abreus no Tocantins. 

A disputa pode se tornar ainda mais perigosa para a deputada professora Dorinha se o ex-governador Marcelo Miranda conseguir autorização da justiça para disputar essa concorrida vaga do Senado. Assim como o ex-presidente Lula, que passou uma boa temporada na cadeia, o mesmo aconteceu com Marcelo Miranda. Sobre o ex-presidente Lula, diga-se, de passagem, que foi a mais pura perseguição do ex-juiz Sérgio Moro, aquele que virou ministro do capitão Bozo e hoje é também candidato a presidente da república. Já aqui no Tocantins a prisão do ex-governador Marcelo Miranda é obra demoníaca do perverso príncipe Eduardo Siqueira Campos.

Vejam, meus caros eleitores, como é confuso o mundo da política tocantinense. Depois de 16 anos no cargo de Senadora da República, de ter o seu filho playboy, galã, empresário milionário também senador, a família Abreu só está pedindo mais oito anos da nossa breve história depois de criado o Estado do Tocantins, para que ela fique lá no Senado, juntinho do filhote, ocupando duas vagas, dentre as três que tem o nosso pobre e maltratado estado.

Para completar essa história, que está mais para filme de terror, do que para novela mexicana, dizem, aos quatro ventos, que o príncipe do mal, Eduardo Siqueira Campos, vai ser nomeado para uma secretaria geral de governo, de onde comandaria a reeleição do Governador Wanderlei Barbosa e da sua ex-carrasca, a Senadora Kátia Abreu. Isto mesmo: aquela que fez a mãe dele deixar de vez o nosso estado. A mesma que o derrotou em 2006, pedindo a ele que descesse da garupa do pai. “Um cidadão que nunca trabalhou na vida” disse a então candidata ao Senado, sobre o então Senador Eduardo Siqueira Campos. “Um homem que não respeita os lares e as famílias tocantinenses” disse ela durante a campanha. É isso mesmo que os senhores estão lendo! Um cidadão que não respeita a memória da mãe vai coordenar a campanha da Kátia Abreu. Depois me acusam de fumar crack, de ser usuário de drogas, gay, homossexual depravado e sujo. Sou eu o sujo? Prefiro essas acusações do que as de corrupção e maldades constantes da biografia da senadora e do seu cabo eleitoral. A você, príncipe do mal, a minha repugnância. À sua excelência, a poderosa senadora, o meu desejo de uma retumbante derrota. Já para a professora deputada, apenas boa sorte. E, se aceitar um conselho, aqui vai o meu: volte para a sala de aula, logo após livrar o povo tocantinense dessa perversa senhora. Devolva ao menos uma vaga do Senado ao povo tocantinense.

Antes de terminar esse meu testemunho, quero acrescentar uma outra figura que nunca está longe dos malfeitos do Tocantins: Ronaldo Dimas, o “professor de Deus”. Como um judas, ele traiu os eleitores araguainenses, recebendo dinheiro das emendas do Cesar Halun em um dia e, no outro, declarando apoio ao Senador Irajá Abreu. Foi o careca político de Araguaína que tirou do município a sua vaga do Senado, já ocupada pelo médico Carlos do Patrocínio e por João Ribeiro, mas que poderia ter sido ocupada por Cesar Halun. Finalmente, a você Cesar Halun, não basta negar apoio ao Ronaldo Calvo Dimas, é preciso não votar na mãe de quem tomou a sua vaga no Senado: ela mesma, a tenebrosa senadora Kátia Abreu.

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