Ainda me lembro de uma gravação em que o deputado federal César Halum (PRB) tentando convencer uma liderança a apoiar a candidata a prefeita de Araguaína, Valderez Castelo Branco (PP), e "derrubar" o atual prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), nas eleições eleiçõe municipal de 2016.
Na época, César emplacava seu irmão Naim Halum (ex-secretário de Dimas) como vice de Valderez. Na conversa, o parlamentar buscava convencer um ex-aliado da deputada (que atuava na campanha de outro candidato em Araguaína) a retornar para fortalecer o grupo político. O áudio, editado sem a voz e identificação do interlocutor, inicia com Halum explicando o principal objetivo da articulação.
Na sequência da gravação, Halum diz que é preciso esquecer os "resquícios" e admite já ter se "prostituído" politicamente.
"Eu sei que tem algum probleminha, você pode ficar com um resquício com a Valderez. Eu mesmo fiquei foi muitos anos sem conversar. Até eu me prostituí. Então eu tenho direito de chamar os outros a se prostituir comigo,” diz o parlamentar.
Anos depois, César Halum volta a aderir a velha prática de "prostituição política". Halum desistiu de sua candidatura a deputado federal e saiu atirando na chapa marjoritaria, e poderá apoiar Irajá Abreu.
A justificativa de Halum
Para Halum, Araguaína e o norte foram ignorados e desprestigiados nessa composição majoritária que tentou ajudar a construir.
“Não consigo aceitar esse isolamento do norte. A região mais populosa do estado deixou de ser ouvida”, diz a nota do ex-deputado e ex-secretário da Governadoria desta gestão de Wanderlei.
Em carta divulgada no final desta manhã, ele justificou a decisão com o fato de Araguaína e a região norte do Estado terem sido ignorados na composição majoritária. Ele é do partido do governador Wanderlei Barbosa, que tem como vice o ex-prefeito de Gurupi Laurez Moreira (PDT), do sul do Tocantins, e como candidata a senadora Dorinha Seabra Rezende (UB), que é de Palmas.
Contradição ou prostituição política?
Contraditório a justificativa de Halum. Ao desistir, não seria exatamente, abrir mão de Araguaína e região ter um representante caso seja eleito? E caso declarei apoio ao candidato Iraja, qual nome de Araguaína ou região norte irá compor a marjoritaria encabeçada por Irajá?
Caso nenhum político de Araguaína ou da região norte componha a chapa marjoritaria, Halum teria trocado seis por meia dúzia, e ficaria visível que foi só mais uma prostituição política.

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