A politica brasileira sempre esteve repleta de figuras caricatas, personagens folclóricos, e comediantes que, de repente, se veem como futuros líderes políticos. A disputa eleitoral deste ano promete ser um verdadeiro circo, com essas personalidades midiáticas fazendo malabarismos para conquistar votos e transformar seguidores em eleitores.
A crescente presença de influencers digitais nas eleições é um reflexo do esvaziamento da seriedade política e de uma sociedade que cada vez mais se deixa levar por aparências e porções de entretenimento vazio. É lamentável ver que a política, que deveria ser o palco das discussões sobre os desafios sociais, econômicos e ambientais que o país enfrenta, está se transformando em um espetáculo de futilidades e discursos vazios.
Essas celebridades das redes sociais querem nos convencer de que sabem o que é melhor para a comunidade, mas na realidade, o que realmente sabem é como gerenciar suas redes sociais e aumentar sua base de seguidores. Suas propostas inexistentes e discursos inflamados são tão sólidos quanto uma casa de cartas, e suas intenções políticas parecem mais uma estratégia de autopromoção do que um compromisso genuíno com a sociedade.
A presença dessas figuras na política é um tapa na cara da seriedade do nosso sistema eleitoral e no próprio conceito de democracia. Como podemos levar a sério um país que coloca em destaque marionetes midiáticas, em vez de líderes comprometidos e preparados para enfrentar os desafios complexos que as nossas cidades enfrentam?
É essencial que o eleitor adote uma postura crítica e exigente em relação aos candidatos que surgirão. Não podemos permitir que a politica vire uma verdadeira palhaçada, com figuras populares que mal têm noção do que é política e da responsabilidade que é legislar em nome do povo. Chegou a hora de buscar candidatos com competência, conhecimento e propostas reais, para que possamos desmascarar o teatro eleitoral e devolver a política ao seu devido lugar: como instrumento de transformação social, e não como uma piada de mau gosto. Merecemos mais do que isso e os eleitores têm o poder de mudar o curso desse espetáculo lamentável que a política brasileira tem se transformado.

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