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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Investigada por desvio de 7 milhões, ISAC deveria ter contratos rescindidos

ISAC decide entregar gestão de quase 100 leitos de UTI Covid por causa de atrasos nos repasses

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Investigada por desvio de 7 milhões, ISAC deveria ter contratos rescindidos
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O ISAC (Instituto Saúde e Cidadania) oficiou o secretário de Estado da Saúde, Edgar Tollini, para informar que não tem mais interesse na renovação dos contratos de gestão dos leitos de UTI Covid nos principais hospitais do Tocantins.

O ISAC foi contratado emergencialmente pelo Governo do Tocantins para gerenciar o Hospital Estadual de Combate à Covid-19 (HECC – com 10 leitos), em Palmas, e também as UTIs Covid no Hospital Geral de Palmas (30 leitos), no Hospital Regional de Gurupi (36) e no Hospital Regional de Araguaína (17), que juntos correspondem a quase 70% dos leitos públicos de UTI Covid no estado.

A grande realidade e que esse contrato não deveria nem mesmo ter sido assinado, diante da suspeita de desvio de quase 7 milhões da saúde pública de Araguaína, por parte do ISAC. 

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Os investigados são suspeitos de cometer os crimes de fraude a licitação, peculato e organização criminosa, por meio da contratação da OS Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), que por sua vez subcontratou várias outras empresas locais, todas dirigidas por parentes por representantes da OS.


De acordo com os autos do processo, além de superfaturar os serviços, a OS e as subcontratadas não prestam serviços os contratados ou fornecem os bens adquiridos em quantidade ou formas inferiores as previstas em contrato.

Informações da CGU, anexadas ao processo, dá conta de que o valor do possível desfalque R$ 6.749.99,09, “sem mensurar o superfaturamento no serviço” de uma das empresas subcontratadas, “as  viagens e estadias indevidas” dos investigados.

O mais espantoso é que diante de todos esses fatos o ISAC continuou assinando contrato com o município e com o Estado do Tocantins. Uma OS acusada de um desvios milionário desses deveriam ter os contratos rasgados e excluída da administração de qualquer hospital ou de qualquer orgão de saúde pública do Estado.

 

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