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Terça-feira, 02 de Junho de 2026
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Lula causa reviravolta em pesquisas para governos de Estados quando eleitores são informados de apoio a pré-candidatos

Os palanques estaduais são profundamente influenciados quando se tem uma polarização nacional inflada.

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Lula causa reviravolta em pesquisas para governos de Estados quando eleitores são informados de apoio a pré-candidatos
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Por mais que muitos duvidem da capacidade de Lula de interferir de forma positiva na intenção de votos dos eleitores ao declarar apoio a postulantes ao executivo estadual, na prática a realidade parece ser outra.

Foi o que revelou a pesquisa presencial realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que apontou uma reviravolta no cenário eleitoral para a disputa do governo do estado de Minas Gerais. Após os os eleitores serem informados sobre possível apoio do ex-presidente Lula ao pré candidato Alexandre Kalil no Estado.

O prefeito de BH saltou de 26,8% para 34,6% quando eleitor ficou sabendo que ele pode ser o candidato de Lula, ultrapassando o atual governador Romeu Zema, que busca a reeleição. O apoio de Lula é um fator decisivo na preferência do eleitor.

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A notícia pode ser animadora também para os outros pré-candidatos que serão apoiados por Lula em outros Estados, como é o caso do pré-candidato ao Governo do Estado do Tocantins pelo Partido dos trabalhadores, Paulo Mourão. 

Se o fator Lula se torna de fato uma tendência para alavancar seus candidatos aos governos dos Estados, existe uma chance real de Mourão crescer na preferência do eleitorado tocantinense e brigar pelo segundo turno no Estado.

No Tocantins, dois palanques poderão ser formados por candidatos bolsonaristas, o ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas e o deputado federal Osires Damaso. O atual Governador Wanderlei Barbosa declarou que se manterá neutra em relação aos candidatos que disputarão a Presidência da República.

Anteriormente este portal já levantou a hipótese de Mourão protagonizar a eleição com o atual chefe do executivo estadual, ultrapassando o ex-prefeito de Araguaína, assim como deixando para trás na corrida pelo Palácio o também pré-candidato Osires Damaso que busca forma grupo e fazer com que sua pré-candidatura ganhe musculatura política.

A grande realidade é que teremos uma das disputas mais acirrada dos últimos tempos no mais novo Estado da federação.

Os especialistas chamam de efeito "topdown". O efeito sempre é maior de cima para baixo. A eleição presidencial afeta muito mais a eleição governamental do que vice-versa. 

Os palanques estaduais são profundamente influenciados quando se tem uma polarização nacional inflada. Na Bahia, por exemplo, surfando na popularidade de Lula, Jaques Wagner (PT) surpreendeu e derrotou Paulo Souto em 2006, findando 16 anos de hegemonia do grupo carlista. 

E Paulo Mourão parece ser um conhecedor desta possibilidade, tanto que exibe com orgulho e frequência o nome do seu candidato a Presidência da República. Se Mourão irar ganhar a eleição contra Wanderlei Barbosa que tem a máquina na mão só o resultado das urnas dirá, fácil não será, mas a possibilidade de crescer nas pesquisas e chegar ao segundo turno não um delírio ou um sonho distante.

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