Por mais que muitos duvidem da capacidade de Lula de interferir de forma positiva na intenção de votos dos eleitores ao declarar apoio a postulantes ao executivo estadual, na prática a realidade parece ser outra.
Foi o que revelou a pesquisa presencial realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que apontou uma reviravolta no cenário eleitoral para a disputa do governo do estado de Minas Gerais. Após os os eleitores serem informados sobre possível apoio do ex-presidente Lula ao pré candidato Alexandre Kalil no Estado.
O prefeito de BH saltou de 26,8% para 34,6% quando eleitor ficou sabendo que ele pode ser o candidato de Lula, ultrapassando o atual governador Romeu Zema, que busca a reeleição. O apoio de Lula é um fator decisivo na preferência do eleitor.
A notícia pode ser animadora também para os outros pré-candidatos que serão apoiados por Lula em outros Estados, como é o caso do pré-candidato ao Governo do Estado do Tocantins pelo Partido dos trabalhadores, Paulo Mourão.
Se o fator Lula se torna de fato uma tendência para alavancar seus candidatos aos governos dos Estados, existe uma chance real de Mourão crescer na preferência do eleitorado tocantinense e brigar pelo segundo turno no Estado.
No Tocantins, dois palanques poderão ser formados por candidatos bolsonaristas, o ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas e o deputado federal Osires Damaso. O atual Governador Wanderlei Barbosa declarou que se manterá neutra em relação aos candidatos que disputarão a Presidência da República.
Anteriormente este portal já levantou a hipótese de Mourão protagonizar a eleição com o atual chefe do executivo estadual, ultrapassando o ex-prefeito de Araguaína, assim como deixando para trás na corrida pelo Palácio o também pré-candidato Osires Damaso que busca forma grupo e fazer com que sua pré-candidatura ganhe musculatura política.
A grande realidade é que teremos uma das disputas mais acirrada dos últimos tempos no mais novo Estado da federação.
Os especialistas chamam de efeito "topdown". O efeito sempre é maior de cima para baixo. A eleição presidencial afeta muito mais a eleição governamental do que vice-versa.
Os palanques estaduais são profundamente influenciados quando se tem uma polarização nacional inflada. Na Bahia, por exemplo, surfando na popularidade de Lula, Jaques Wagner (PT) surpreendeu e derrotou Paulo Souto em 2006, findando 16 anos de hegemonia do grupo carlista.
E Paulo Mourão parece ser um conhecedor desta possibilidade, tanto que exibe com orgulho e frequência o nome do seu candidato a Presidência da República. Se Mourão irar ganhar a eleição contra Wanderlei Barbosa que tem a máquina na mão só o resultado das urnas dirá, fácil não será, mas a possibilidade de crescer nas pesquisas e chegar ao segundo turno não um delírio ou um sonho distante.

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