A visita da prefeita de Gurupi Josi Nunes, ao prefeito de Araguaína e pupilo de Dimas, Wagner Rodrigues, significa muito mais que uma visita institucional. A realidade é a sinalização de que o grupo de Dimas e de Carlesse estão unidos novamente.
Logo após sair vitorioso nas urnas que lhe consagrou Governador do Estado, Carlesse viu Dimas lhe atacar ambicionando no futuro sentar-se na cadeira que acabará de ocupar, ali o divórcio político aconteceu.
Mas parece que a relação entre Carlesse e Dimas é o típico relacionamento iô-iô, e os dois podem reatarem os laços políticos em breve. Possivelmente veremos Ronaldo e Mauro no mesmo palanque, o palanque dos rejeitados.
Rejeitados? Sim, é explico por que, Dimas pode até liderar as pesquisas eleitorais, mas é rejeitado pelos líderes políticos, tanto que já o apelidaram de "Professor de Deus", por causa da arrogância e prepotência, o que dificulta a formação de um grupo forte em torno do seu nome.
Carlesse o tipo de rejeição é outra, dificilmente os nomes que hoje despontam como cabeça de chapa, aceitariam Carlesse no palanque. É praticamente impossível Carlesse no palanque de Wanderlei Barbosa, o atual governador em exercicio foi menosprezado por Carlesse no passado, quando o governador afastado fez o possível para fritar a pré candidatura do seu vice ao Governo.
No palanque de Kátia Abreu ou de Irajá também seria inviável, as brigas públicas e trocas de ofensas impossibilitaria essa aliança.
No palanque de Paulo Mourão, Carlesse jamais seria bem vindo e essa hipótese não existe, petista tem ódio de bolsonarista.
No final das contas, só resta a Carlesse o palanque do ex-prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas ou de Eduardo Gomes, e já circula a informação nos bastidores que Carlesse poderá ser o candidato ao Senado na marjoritaria encabeçada por Dimas. Caso se concretize, teremos o palanque dos rejeitados e o abraço dos desesperados.

Mas para que seja candidato a qualquer cargo ou em qualquer chapa, primeiro Carlesse precisa renunciar ao mandato e livrar-se do processo de impeachment na Assembleia Legislativa.

Comentários: