O Governador do Estado do Tocantins Wanderlei Barbosa, tem uma árdua missão nos meses vindouro. O chefe do executivo estadual disputará a reeleição.
Sem a menor dúvida, Barbosa é o favorito na disputa, tem a máquina do Estado na mão e o apoio da grande maioria dos deputados estaduais, dois senadores e de várias lideranças. No entanto se escolher disputar as eleições alinhado ao atual Presidente Bolsonaro pode atrair para si um desgaste desnecessário.
Bolsonaro enfrenta alta rejeição, é o Presidente que conseguiu a façanha de ser o mais rejeitado da história, e óbvio que em um País polarizado, essa rejeição ao nome de Bolsonaro pode refletir negativamente na campanha do atual Governador.
Por outro lado, não resta dúvida que o pré-candidato ao governo do Estado do ex-presidente Lula é o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão, e pode ser favorecido pela boa aceitação do ex-presidente que lidera as pesquisas de intenção de votos na corrida eleitoral. Mourão é amigo de Lula e obviamente a boa aceitação do pré-candidato a presidência pelo PT pode refletir nas urnas de forma positiva para Mourão.
Enquanto Wanderlei precisará escolher se correrá o risco desnecessário de se alinhar a Bolsonaro, que enfrenta uma sequência de escândalos de corrupção na sua gestão e um alto índice de rejeição. O aconselhável seria que Wanderlei voltasse para o PDT, assim afastava o fantasma da rejeição que Bolsonaro representa.
Ao lado de Ciro Gomes, Wanderlei teria mais condições de fazer um discurso contra a corrupção e um discurso mais de centro-esquerda, sem aderir ao confronto radical da direita extremista e a esquerda lulapetista.
Mas essa é uma decisão que só o próprio Wanderlei poderá tomar. Mas será necessário uma reflexão e diálogo com o grupo de aliados, porém uma coisa é certa, junto com o nome de Bolsonaro vem o alto índice de rejeição que lhe acompanha.

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