PF, em relatório enviado ao STF, acusa o “autodenominado gabinete do ódio” de disseminar mentiras de maneira orquestrada, para “alcançar objetivos ideológicos, político-partidários e financeiros”, diz a Crusoé.
“O que difere a conduta das milícias digitais de uma mera manifestação de opinião, escreve a delegada Denisse Ribeiro, é o claro propósito de ‘manipular a audiência distorcendo dados’, levando ‘o público a erro e induzindo-o a aceitar como verdade’ situações que não são reais. Para isso, são usadas contas automatizadas em massa, os robôs, para potencializar o alcance das mensagens (…).
O relatório relaciona informações contidas no inquérito das fake news e na investigação do vazamento de dados sigilosos pelo presidente Jair Bolsonaro em uma live em agosto de 2021. ‘Esses eventos possuem correlação e revelam semelhança no modo de agir’, frisa.
Para a PF, a articulação de notícias falsas também podem ser observadas na divulgação do tratamento precoce contra a Covid-19 com uso hidroxicloroquina e azitromicina e na elaboração de dossiês contra opositores do governo federal”.

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