Ah, a política do Tocantins e seus acordos nos porões do poder, onde sempre há alguém disposto a comprar e alguém disposto a se vender. Nas notas públicas que borbulham na mediocridade dos grupos de WhatsApp, surge a “surpresa”: “Kátia Abreu filiada ao PT”. Articulação? Força? Não se engane.
É imposição. Um acordo selado na última terça-feira, em que o PT vestiu um figurino vulgar e vermelho, sentou, comeu, bebeu e se entregou à direita.
Também não se engane: a ideia principal não é eleger Kátia Abreu governadora do Tocantins, mas atrapalhar Dorinha e cavar um segundo turno, beneficiando Vicentinho Jr. Isso mesmo quando o próprio Vicentinho Jr., em participação no podcast Pequi Roído, afirmou não querer frente ampla com a participação do PT. Não publicamente, claro. Mas, nesse arranjo construído sem o conhecimento da militância e do eleitor, cria-se esse cenário.
Trata-se, ainda, de um desrespeito ao próprio quadro do PT, como Célio Moura e Salomão. Ou alguém acredita que Kátia, encabeçando uma chapa petista, pedirá votos para os bons nomes do partido? Ou deixará de priorizar os filhos, que estarão em outras siglas disputando cargos como deputado federal e Senado? Irajá? Buscará espaço ao lado da extrema direita e de Caiado.
O projeto é claro: cavar um segundo turno para favorecer Vicentinho Jr. e eleger o filho de Kátia Abreu, Iratã, deputado federal, mesmo que, para isso, seja necessário rifar companheiros como Célio Moura e Salomão. Vergonhoso.
Lula fala tanto da “síndrome de cachorro vira-lata”. No PT do Tocantins, a síndrome é outra. Enquanto isso, a direita agradece.

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