A Região Sudeste do Tocantins, apesar de já ter tido uma representação política invejável, tanto na Câmara Federal , quanto na Assembleia Legislativa, hoje amarga a pior situação política de sua história.
O que foi que aconteceu? O eleitorado diminuiu? Não. Ao contrário, o eleitorado cresceu, e muito. Em toda a Região Sudeste, somos mais de 120.000 eleitores. Estes votos, se utilizados estrategicamente, são suficientes para eleger, no minimo, quatro deputados estaduais.
A estratégia canibalística adotada por líderes municipais é uma das principais causas da derrocada político-representativa da região.
A eleição indireta, em que Carlos Gaguim foi eleito Governador, na minha opinião, marcou o esquartejamento do nosso eleitorado, para “pagar" os compromissos assumidos com os deputados que votaram nele. A partir daí, os candidatos naturais da região viram prefeitos e vereadores cooptados pelo governo estadual, liquidando suas chances de eleição. Resultado, nenhum deputado eleito em toda a vasta área do sudeste tocantinense.
Esta falta de representatividade tem impacto direto no desenvolvimento socioeconômico, na adoção de políticas estruturantes, no reconhecimento da importância política da região.
O Sudeste precisa conhecer a sua força. Somente com um projeto estratégico inteligente, reconquistaremos nosso espaço político perdido.
Com o uso racional deste poder, o sudeste poderá se transformar na região mais próspera do Tocantins. Potencial nós temos, falta a atenção política adequada.
Por Miguel Lima
Jornalista

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