O senador da República, Irajá Abreu envolveu-se, em mais um escândalo que mostra seu lado abusador.O senador é acusado por uma ex-namorada de ter pressionada a vítima a fazer um aborto clandestino e que seria um ato criminoso.
Irajá Abreu já havia sido acusado em Novembro de 2020 de estupro. Uma modelo de 22 anos na ocasião registrou um boletim de ocorrência por estupro contra o senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO), filho da senadora Kátia Abreu (PP-TO). O crime, segundo ela, teria acontecido na madrugada de domingo (22) daquele mês, segundo a denúncia após a jovem conhecer o senador em um restaurante e ir com ele para uma balada na Zona Oeste de São Paulo.
Desta vez, a influenciadora digital Maria Eduarda Fermino, 27 anos, revelou ao Estadão uma série de conversas suas com o senador Irajá Abreu (PSD), filho da também senadora Kátia Abreu (PP).

Em entrevista ao colunista Fausto Macedo, a modelo afirmou que engravidou do político após ter tido um breve caso com ele, entre agosto e novembro de 2020, em meio ao período de campanha das eleições municipais.
Segundo a jovem, Irajá ficou inconformado com a gravidez e chegou a organizar um esquema para que ela pudesse interromper a gestação — algo recusado por ela desde o primeiro momento. “Eu estava com 15 semanas, ia morrer”, justificou.

Maria Eduarda conta que descobriu a gravidez em dezembro, um mês depois de terminar seu relacionamento com o senador. Ela, inclusive, chegou a ser nomeada para o cargo de assessora no gabinete de Irajá, em Brasília e afirma ainda, nunca ter exercido a função, o que caracteriza emprego fantasma.
“Isso na verdade era para se aproximar de mim. Eu nunca cheguei a trabalhar realmente. Disso daí ficou inevitável, as mensagens, a insistência, e eu acabei me envolvendo com ele”, afirmou a jovem, que diz ter sido exonerada do cargo após a recusa em interromper sua gravidez.
“Eu acho até que o que ele fez comigo foi uma forma de pressão, de exonerar, não ter ajudado… pensando: ‘Ah, quem sabe assim ela desiste’. Acho que ele não contava que eu ia ter uma família que ia me apoiar”, afirma a influenciadora. Ela garante que foi orientada pelo senador a manter o assunto em total sigilo, evitando até mesmo ultrassonagrafias, e que por isso passou as primeiras semanas de sua gestação completamente isolada.
De acordo com Maria Eduarda, Irajá Abreu teve a ajuda de um amigo para organizar o procedimento de aborto em uma clínica de São Paulo. Ela afirma ter sido pressionada pelo senador desde a primeira conversa dos dois sobre o assunto, sob a alegação de que um filho poderia prejudicar a sua vida. Ela não nega que chegou a cogitar o aborto, mas que mudou de opinião após fazer sua primeira ultrassonografia e ouvir os batimentos cardíacos do filho, aliado ao medo de se submeter a um procedimento cirúrgico clandestino.
Maria Eduarda afirma, que a sua última conversa com Irajá Abreu foi para comunicar a decisão de não interromper sua gravidez. Ela diz que o político insistiu mesmo diante do martelo batido, chegando a comprar uma passagem aérea para que ela se deslocasse para a capital paulista para o procedimento.
“Ele falou que tinha gasto R$ 25 mil em consulta e exame. E ele fazia questão de ficar falando esse valor toda hora: ‘Eu gastei R$ 25 mil, agora você tem que vir’. Eu chorava no telefone. Queria por tudo que eu fosse e falei que não ia ter como. Aí ele começou a ser grosso. Falou que não era palhaço”.
Irajá só foi conhecer o filho em 16 de agosto, mais de 20 dias depois do nascimento do bebê. Eles se encontraram para a realização de um teste de DNA, cujo resultado positivo foi confirmado no início da semana.
É importante ressaltar que,
o ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

Comentários: