O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou uma ação, na tarde desta terça-feira (10), requerendo a suspensão do show do cantor Wesley Safadão marcado para acontecer em Palmas nesta quinta-feira (12).
A atração custará aos cofres públicos o valor de R$ 630 mil e está prevista para ocorrer dentro da programação da Feira Agrotecnológica do Tocantins (Agrotins).
O valor será custeado por emendas parlamentares destinadas por sete deputados estaduais.
Na ação, o promotor de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva sustenta que o estado deve se abster de realizar qualquer pagamento referente ao show, diante da situação das prioridades de investimento nas áreas da educação e saúde.
A grande realidade é que o MPTO ao tentar barrar o show, o órgão tenta cercear o desenvolvimento das atividades de fomento ao lazer, entretenimento e à cultura, assim demonstra desconhecer a importância de um evento como esse para a economia da Capital e do Estado.
A atração certamente será o grande destaque da Agrotins, e assim movimentará diversos setores que sofreram por mais de dois anos com as portas fechadas ou com pouca lucratividade devido a pandemia, como o setor de hotelaria, bares, transportes mobile, assim como também os ambulantes.
Tentar barrar um evento com a afirmação que a prioridade é saúde e educação, chega a ser ridículo e uma ação politiqueira. Todos sabemos que os gastos com áreas como saúde, educação, infraestrutura, cultura e etc, são determinadas na lei orçamentaria.
A partir da LOA é elaborado e detalhado todos os gastos que serão realizados pelo governo: quanto será gasto, em que área de governo.
Vale ressaltar que o pagamento será feito através de emendas parlamentares, e que não existe nada de ilegal nisso.
O que se faz necessário é investigar e fiscalizar os gastos e se o pagamento está sendo feito em sua totalidade a empresa ou artista contratado. Algo além disso, é politicagem.

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