O advogado de Karol Digital resolveu atacar a imprensa, acusando jornalistas de divulgar “notícias inverídicas”. E o que fez boa parte da imprensa tocantinense? Silêncio. Um silêncio incômodo, quase cúmplice, que soa como aceitação das acusações lançadas por quem deveria se ater à defesa jurídica da cliente, e não posar de estrela de Instagram.
Eu não aceito a carapuça. Não trabalho com fake news, não vivo de invenções, nem meus colegas são estelionatários travestidos de repórteres. Somos jornalistas, profissionais que acreditam no ofício e na responsabilidade de informar. O ataque gratuito de um advogado-fanfarrão não pode ser respondido com covardia ou silêncio, porque o silêncio, nesse caso, é sim concordar.
Quando um “advogado influencer” tenta desmoralizar toda uma categoria, não se trata apenas de uma nota malcriada, trata-se de jogar lama em quem está todos os dias no batente, investigando, checando, publicando. O mínimo que se espera da classe é reação. Calar, aqui, é aceitar ser tratado como cúmplice de um circo montado para distrair da realidade.
E eu não calo. Porque defender o jornalismo é defender a própria democracia.

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