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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026
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Mototaxista corta cabo de freio e pneu de motoboy do Maxim: até quando a barbárie vai ser tolerada?

O que está acontecendo em Araguaína? Até quando os mototaxistas que agem como milicianos vão ser protegidos por uma cultura de impunidade?

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Mototaxista corta cabo de freio e pneu de motoboy do Maxim: até quando a barbárie vai ser tolerada?
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Um trabalhador evangélico, humilde, dedicado, que só quer garantir o sustento da família enfrentando os perigos do trânsito todos os dias. Mas como se não bastassem os buracos nas ruas, o risco de assaltos e os longos turnos de trabalho, agora ele também precisa temer os mototaxistas — ou, ao menos, os que se comportam como delinquentes.

Na última semana, nas proximidades da Caixa Econômica de Araguaína, o trabalhador estacionou sua motocicleta. Quando retornou, encontrou um cenário de sabotagem criminosa: o cabo de freio cortado, o pneu destruído. Um atentado à sua vida e à segurança pública. O autor? Um mototaxista, revoltado com o fato da vítima ser motoboy por aplicativo.

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Sim, você leu certo. Um profissional atacado por outro profissional — se é que ainda podemos chamar de profissional alguém que adota práticas tão covardes e criminosas. A motivação? Disputa de mercado, puro preconceito contra quem tenta sobreviver com dignidade usando plataformas digitais. O caso foi registrado em boletim de ocorrência, a cooperativa de mototaxistas foi informada, e... silêncio. Nenhuma providência. Nenhum centavo de ressarcimento. Nenhuma nota pública. Nada.

O que está acontecendo em Araguaína? Até quando os mototaxistas que agem como milicianos vão ser protegidos por uma cultura de impunidade? Quando uma cooperativa se cala diante de um crime, ela não é mais apenas omissa — ela é cúmplice. É preciso separar, urgentemente, o joio do trigo: quem é profissional sério e quem é marginal infiltrado na classe.

Esse tipo de comportamento selvagem, muitas vezes incentivado por políticos locais que adoram posar de defensores da “tradição” contra os “aplicativos”, precisa ser denunciado com todas as letras. Araguaína não pode se tornar uma terra sem lei onde motoboys precisam temer colegas de duas rodas mais do que motoristas imprudentes.

O mototaxista responsável por esse atentado deve ser expulso da cooperativa e responder criminalmente. Se isso não acontecer, o recado será claro: a violência venceu — com o aval silencioso de quem deveria zelar pela ética e pela ordem.

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