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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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Policial

Precisamos debater a agressão policial

É lamentável que o cidadão pague seus impostos para ser vítima da violência e truculência daqueles que deveriam lhe proteger.

Stoff Vieira Costa
Por Stoff Vieira Costa
Precisamos debater a agressão policial
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Um vídeo que circula nas redes e nos principais veículos de comunicação do País, só ressalta a necessidade urgente de debatermos a violência e agressão policial no Brasil.

No vídeo em questão, um PM dá um violento soco no rosto de uma idosa de 70 anos.

O soldado da PM Kleber Freitas foi afastado das ruas após repercussão do caso; ele deu um soco no rosto de uma idosa de 70 anos em Igaratá/SP.

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A violência sofrida pela aposentada Vilma dos Santos Rodrigues foi registrada em vídeo (veja abaixo). O caso ocorreu nessa terça-feira (30/5).

A confusão começou por causa de uma briga entre vizinhos, no bairro Parque das Palmeiras.

O soldado Kleber e seu parceiro, o também soldado Thiago Alves de Souza, 36, afirmaram em depoimento à Polícia Civil terem sido acionados para atender a um caso de desentendimento familiar por causa da demarcação entre propriedades rurais.

Quando foram algemar o segundo homem, o clima mudou. Imagens feitas com um celular, por uma testemunha, mostram o soldado Kleber dando um soco em um dos homens, já rendido e deitado no chão. A idosa se aproxima e dá um tapa no policial, que soca o rosto dela com força e a derruba no chão.

Em seguida, o mesmo policial faz menção de sacar sua arma e diz “agora vou dar um tiro”. Ele, porém, desiste. O soldado parte para cima da testemunha que grava a violência, mas é impedido de pegar o celular.

“Vai sair caro”

O soldado Kleber, então, volta para o local onde seu parceiro mantém um dos homens imobilizado. Nesse momento, a idosa chega ao seu lado e afirma: “Esse soco vai sair caro”. O PM, então, alega que a idosa o teria “agredido primeiro.”


Dona Vilma e os dois homens algemados, assim como ambos os PMs, foram ouvidos e teriam de fazer exame de corpo de delito.

Um inquérito policial militar foi instaurado para apurar o ocorrido, “incluindo a agressão contra a senhora.”


O caso foi registrado como lesão corporal e resistência.

Este é só mais um das centenas de casos de violência policial que ocorrem diariamente pelo País.

Pagos pra agredir

É lamentável que o cidadão pague seus impostos para ser vítima da violência e truculência daqueles que deveriam lhe proteger.

Uma polícia que persegue até mesmo profissionais de comunicação que ouse criticar a violência e abuso de autoridade cometidos por eles. E quem afirma é o próprio que escreve estas linhas.

Inúmeras vezes, e continua acontecendo rotineiramente,  sentir na pele a agressão psicológica, física e o abuso desses agentes da segurança pública. E sempre motivadas pelo tentativa de calar uma voz que se arrisca a criticar toda essa violência e ilegalidade.

Talvez isso explique, o silêncio dos profissionais de imprensa de cidades do Interior, onde os abusos ainda são tratados com naturalidade.

Poderia aqui citar inúmeros relatos de quem já sofreu agressão e violência em abordagens motivadas unicamente pela cor da pele,  casos onde menor de idade que teve o nariz quebrado por esta numa praça a cinquenta metros de casa após as vinte e duas horas e mais dezenas de casos onde usuários são obrigados a engolir maconha por ordem policial.

Câmeras acopladas 

É sempre importante ressaltar a importância de câmeras acopladas aos uniformes dos policiais militares para evitar os excessos e abusos. E que a vítima de agressão, violência e abusos por parte dos policiais continuem sendo apenas uma voz vencida, humilhada e agredida e sem condições de se defender, pois os próprios agentes de segurança pública que agridi, apresenta outros agentes como testemunhas da versão que os mesmos apresentam e o cooperativismo resulta em impunidade.

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