Realmente o jornalismo tem a função de noticiar aquilo que muitos tentam esconder, mas faz-se necessário que seja pautado na ética e respeitando a dor das pessoas que possam estarem envolvidas na notícia.
Diante da repercussão do caso da violência sexual e uma gravidez indesejada fruto deste abuso sofrido pela atriz Klara Castanho, e a maneira como o caso foi divulgado e a artista exposta pelo colunista Leo Dias e pela aspirante fracassada a atriz e subcelebridade Antônia Fontenelle, faz-se necessário uma reflexão.
Até quando iremos consumir esse tipo de fofocas que fere, desrespeita e expõe a dor do outro? Também somos indiretamente responsáveis por tudo isso, afinal somos nós leitores e internautas que alimentamos e contribuímos com engajamento de pessoas como Leo Dias e Antônia Fontelle.
Não quero aqui propor um cancelamento ao colunista e a medíocre, Antônia Fontenelle. Quero propor uma reflexão, não seria o caso de nos preocuparmos mais com o tipo de pessoas e profissionais que estamos contribuindo para o sucesso dos mesmos? Vale tudo por likes?
Precisamos urgentemente sermos mais seletivos com o tipo de conteúdo que consumimos e com os pseudo-jornalistas que acompanhamos e temos como fonte de informação.
O papel da notícia é informar e contribuir com a sociedade em que estamos inseridos, e a dor do outro, a exposição gratuita das feridas e dores alheia, que de nenhuma forma contribui com a sociedade, além de despertar gatilhos e expor uma vítima de estupro, não faz sentido. Assim como não faz sentido continuarmos contribuindo com a ascensão destes profissionais anti-eticos e cruéis.

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