Assistirmos diariamente os mais diversos estilos e formatos de telejornais na TV brasileira, mas dificilmente ou nunca temos na tela jornalista acima do peso. Graças um padrão de beleza estabelecido como o padrão do corpo perfeito.
Quem trabalha no mundo do jornalismo sabe o tipo de pressão que as mulheres enfrentam para poder ficar em frente às câmeras – ou seja, no caso delas, para poder trabalhar e ter um salário.
A maioria das emissoras propagam a ideia da inclusão e anti-preconceitos, mas esses discursos são somente na teoria ou no papel, a realidade é outra. Quantas jornalistas acima do peso aparecem na sua tela reportando os fatos e acontecimentos diários e de cotidiano? Certamente sua resposta é nenhuma.
É mais do que comum ver jornalistas serem contratadas bem novas, magras e normalmente entre as mais bonitas da turma – e serem demitidas ao ganharem peso e fugirem do padrão de beleza estabelecido pela sociedade.
E esse preconceito silencioso e as vezes não tão silencioso se reflete nas mais diversas empresas de comunicação, seja a nível nacional ou até mesmo nas emissoras de TV locais.
É um prejuízo não somente para as profissionais da área, mas para o proprio jornalismo, que se vê privado de repórteres e apresentadoras talentosas e capacitadas, em nome de um padrão de beleza preconceituoso e que nada tem a ver com a competência profissional.
Essa realidade precisa ser motivo de reflexão e mudanças é inaceitável que um padrão de beleza seja um fator determinante na hora de contratar uma profissional de jornalismo.

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